Ela não cabe na cena, ela é maior que o palco. Ela ultrapassa os limites do quadro como um sorriso ultrapassa os limites do rosto. Não adianta enquadrá-la com uma câmera fixa porque ela foge do frame. Não adianta enquadrá-la, ela não cabe na cena. E não cabe a mim explicá-la.
Foi no palco que eu a conheci pela segunda vez. E só depois (e já faz um bom tempo), conheci a parte que não cabia no quadro. De lá pra cá, dividimos bombas de chocolate, quartos de dormir, letras de música, projetos culturais e esfihas no jaber. Trocamos e-mails, discos, poemas e broncas (quase todas merecidas). Nos ajudamos daqueles jeitos e naqueles momentos em que não há dinheiro que pague. Nos irritamos mutuamente com nossos defeitos e com esse jeitinho que a gente teima em ter. Mas se não fossem esses jeitinhos, o que seria da nossa amizade?
Ele não sai de cena. Ele monta o personagem, escolhe as frases de efeito, veste o figurino. Costura e corta. Dirige, atua e apresenta.
Depois que lhe fui apresentado, demorei a conhecê-lo desmontado e para além do clichê. Mas quando vi seu outro lado, nos tornamos amigos de infância, de convivência diária e constante.
Aprendi que temos os mesmos objetivos de vida, mas nossos gostos, caminhos e referências são completamente diferentes. Para minha sorte, esses caminhos se cruzaram e pudemos nos complementar para podermos seguir paralelos.
Ele tem tanta segurança de algumas coisas que às vezes até me empresta um pouco quando eu preciso. E olha que eu já precisei muito. E olha que ele já me agüentou muito. Foi ele quem me ajudou a assumir de vez o meu lado pop e que me explicou que eu podia fazer o que eu quiser. Foi ele que me disse que tudo vai dar certo e é nele que eu prefiro acreditar. Se não fosse por ele, eu não sei como eu estaria agora mas sei que eu não estaria assim.
Ele tem tanta segurança de algumas coisas que às vezes até me empresta um pouco quando eu preciso. E olha que eu já precisei muito. E olha que ele já me agüentou muito. Foi ele quem me ajudou a assumir de vez o meu lado pop e que me explicou que eu podia fazer o que eu quiser. Foi ele que me disse que tudo vai dar certo e é nele que eu prefiro acreditar. Se não fosse por ele, eu não sei como eu estaria agora mas sei que eu não estaria assim.
Os dois nasceram no dia 12 de novembro. Ela há 50 anos, ele há 20. Se encontraram pouquíssimas vezes, mas talvez sejam mais parecidos do que imaginam. Os dois são fundamentais para o meu lado profissional. E para o lado pessoal do meu lado profissional. E para todos os meus lados. São eles que acreditam em mim e que, nas horas certas, me falam do meu talento. São eles também que me levam a shows e baladas, que me divertem, que me aguentam.
São eles: a minha amiga Gigi Trujillo e o meu amigo Marlon Brambilla. E eu tenho certeza que você ainda vai ouvir falar mais deles.
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