quarta-feira, 23 de março de 2011

Pra evitar o amargor


Hoje apareceu na minha frente uma foto de três meninos, há muito tempo atrás, rindo por rir e matando o tempo tirando uma foto hilariamente idiota. O estranho é que um dos meninos sou eu e, apesar de muito velha, a foto não tem nem 8 meses.

Mas sabe-se que aquele tempo, aquela foto e aquele momento não voltam mais. Nem aquelas tardes e tardes, cheias de risadas e afinação de idéias, com tanta vontade e tanta motivação. Talvez a gente pensasse que pudesse mudar o mundo, o audiovisual ou as nossas vidas. Talvez a gente até tenha mudado de fato. Será que tudo em volta mudou mais? Eis que chega roda viva e carrega a viola pra lá?

Sabendo-se que não se pode (e nem eu quero) voltar pra aquele agosto, será que outros dias de trabalho tão bons ainda virão pela frente?
Será que achar que não é que é envelhecer? Isso é que é amargar?

Só sei que vontade que tenho agora é de dizer: obrigado por aquelas tardes. Ainda bem que elas existiram e ficaram em mim feito tatuagem.

Penso isso enquanto tomo um café com leite com mais açúcar que o normal só pra prevenir o amargor.

"Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer".

Esse texto é procês dois. Querem um gole?

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